sexta-feira, 9 de março de 2012

Almendrados

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Preparação:

Bata o açúcar com a clara de ovo e junte as amêndoas cortadas às lamelas muito finas. Adicione a farinha de trigo e misture bem. Unte uma lata de ir ao forno com manteiga e ponha por cima um papel pardo que deverá ser também untado com manteiga. Com uma colher de sopa deite a massa aos montinhos e leve ao forno a cozer.



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Migas à Alentejana

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Ingredientes:
500 g de entrecosto ;
250 g de lombo ou de costelas de porco (sem osso) ;
150 g de toucinho salgado ;
800 g de pão de trigo caseiro (duro) ;
3 dentes de alho ;
3 colheres de sopa de massa de pimentão ;
sal

Confecção:

Corta-se o entrecosto e a carne em pedaços regulares e barram-se bem com os alhos pisados e a massa de pimentão. Deixa-se ficar assim de um dia para o outro.Corta-se o toucinho em bocadinhos. Numa tigela de fogo (tigela de barro vidrado muito estreita na base e larga em cima) levam-se a fritar as carnes e o toucinho juntando uma pinguinha de água (para não deixar queimar). Retiram-se as carnes à medida que forem alourando.A gordura (pingo) resultante da fritura das carnes é passada por um passador.Tem-se o pão cortado em fatias. Deita-se o pão na tigela, rega-se com um pouco de água a ferver e bate-se imediatamente com uma colher de pau, esmagando-o. Tempera-se com o pingo necessário, batendo as migas. Estas devem ficar bem temperadas mas não encharcadas de gordura.Sacode-se a tigela, sobre o lume, enrolando as migas numa omeleta grossa.A esta operação dá-se o nome de enrolar as migas.Quando as migas estiverem envolvidas numa crosta dourada e fina, colocam-se na travessa, untam-se com pingo e enfeitam-se com as carnes.
Variante: As migas não são obrigatoriamente enroladas. Podem servir-se com o aspecto de uma açorda grossa (no sentido que a palavra tem no resto de País).
Em Alter do Chão, quando as migas não se enrolam, servem-se com fatias de pão frito e gomos de laranja.
O entrecosto pode ser suprimido aumentando-se a quantidade de carne de febra.
Os dentes de alho podem ser fritos no pingo e retirados antes de se juntar o pão.

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Portugal: Forte do Cão - Vila Praia de Âncora - Viana do Castelo

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Edificado durante o período da Guerra da Restauração, o Forte do Cão tinha como objectivo reforçar a defesa da costa portuguesa perante a ameaça da armada espanhola, nomeadamente a zona fronteiriça do Minho. A tipologia estrutural desta fortaleza apresenta evidentes semelhanças com as fortificações implantadas entre Vila Praia de Âncora e Esposende, cuja planimetria das mesmas constituiu na época um avanço no sistema de defesa e vigia.
Possivelmente estas fortalezas foram delineadas pelo mesmo engenheiro, como integrantes de um plano construtivo de novas fortificações que iriam reforçar a linha de fogo das fortalezas já existentes. Na região limítrofe de Viana da Foz do Lima, existem duas fortalezas, a de Areosa e de Montedor, que têm a mesma concepção geral que o Forte do Cão.
A estrutura do forte, embora de pequenas dimensões, permite que seja classificado como uma verdadeira fortaleza. De planta estrelada, possui quatro baluartes, dois menores unidos por face curva, voltados ao mar, e dois de maiores dimensões junto ao frontespício. O alçado do forte apresenta uma estrutura muito simples e austera, havendo vestígios da existência de um balcão entre o baluarte esquerdo e a face curva da fachada posterior.
Forte do Cão - Caminha - www.monumentos.pt - 1

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quinta-feira, 8 de março de 2012

Portugal: O Forte de Nossa Senhora das Mercês de Catalazete

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Enquadramento
Urbano, destacado, isolado, implantado junto à orla marítima, entre o Forte do Areeiro e a Feitoria.
Descrição
De planta pentagonal irregular, o edifício apresenta volumetria escalonada sendo a cobertura efectuada por terraço. Alçado principal (a N.) vazado a eixo por portal de verga recta e emolduramento simples de cantaria. No perímetro murado da construção, na face virada a S., a abertura de 9 canhoneiras, distribuídas pelos diferentes alçados (4 no lado orientado a SO., 4 no lado orientado a SE., e 1 do lado O.). Na parte virada a S., 3 guaritas - de planta circular e cobertura cónica - coincidentes com os vértices da estrutura murária. No INTERIOR distingue-se incorporada uma outra estrutura de planta trapezoidal, em plano altimétrico dominante: definida por muros animados por guaritas é servida do lado N. (adossado à face interna do alçado principal) por compartimentos rectangulares destinados a serviços de apoio. Voltado a S. edifício de 2 pisos, de planta rectangular, volumetria paralelepipédica e cobertura efectuada por telhado a 4 águas.
Época Construção
Séc. 18
Cronologia
1762 - construção de uma bateria composta por parapeito de alvenaria, entre a Feitoria e o Forte de Santo Amaro ou do Areeiro, tendo por finalidade o reforço das defesas da fortaleza de São Julião da Barra, construindo-se, poucos anos mais tarde, um muro de pedra e cal que fechou o recinto; 1763, Jan. - visita do Tesoureiro-Geral da Marinha ao então designado Forte Novo das Mercês, costatando-se que o mesmo se encontrava artilhado com 9 bocas de fogo (7 de ferro de calibre 24 e 2 de bronze de calibre 40) e a sua guarnição sob o comando do Capitão Sebastião Pereira de Mesquita; 1777 - o forte, apesar de artilhado (com 10 peças) e municiado (com 276 balas), encontrava-se entregue a uma família de paisanos que o habitava, para fins de conservação e guarda, nessa data ainda a fortificação era aberta pelo lado de terra; 1793 - obras de conservação; 1796 - o forte encontrava-se então artilhado com 10 bocas de fogo (de calibre 24); 1804 - a guarnição do forte era de 2 cabos e 13 soldados; 1805 - o forte estava artilhado com 11 bocas de fogo (de calibre 24) e guarnecido com 2 cabos de esquadra e 16 soldados de Pé de Castelo; 1824 - o forte era governado pelo tenente-coronel Pedro José Botelho de Gouveia (tendo-se mantido artilhado e quase sempre guarnecido, mesmo após a Guerra Peninsular, ao contrário do verificado com a maioria das fortificações costeiras); 1824, Set. a Dez. - o governo do forte é confiado ao tenente-coronel José Inácio Tinoco de Sande Vasconcelos; 1825 - nomeação do tenente-coronel das Companhias Provisórias de Angola Luís António de Mendonça como governador do forte; 1831 - encontrava-se o forte artilhado com 6 bocas de fogo (de calibre 36) e guarnecido por 1 sargento, 1 cabo e 20 soldados de artilharia, tendo-se procedido a disparos por ocasião do ataque da esquadra francesa do almirante Roussin, os quais constituiram, ao que parece, a única acção bélica efectuada pela fortificação de Catalazete; no final desse ano o forte é reedificado; 1832 - o forte (artilhado com 10 bocas de fogo) estava sob o comando do major José Joaquim de Santana; 1833 - não tendo tomado partido por nenhuma das facções (absolutista ou liberal), durante a Guerra Civil, o forte é evacuado pela sua guarnição; 1851 - apesar de nominalmente sob o comando do tenente-coronel Pedro Celestino de Barros, o forte encontra-se com efeito desactivado, em mau estado de conservação e apenas habitado por um soldado veterano; 1856 - apesar do estado de ruína em que se encontrava o forte (cuja reparação é então orçada em 1 conto de reis) o major José Maria Guedes Trinité é nomeado seu governador; 1872 - ocupava o cargo de governador do forte o capitão reformado Barão de Sabroso; 1888, Out. - celebração de um contrato de arrendamento do forte ao Conselheiro João José Mendonça Cortês (pela quantia de 30$000 reis anuais e por um período de 9 anos), conhecido por João das Máquinas (pela sua dedicação aos inventos mecânicos), o qual transforma a antiga fortificação em sua residência e de sua esposa D. Elisa de Miranda Pereira de Meneses (filha dos viscondes de Meneses); 1897 - no seguimento de demanda judicial por não pagamento do aluguer, João José Mendonça Cortês é obrigado a abandonar o forte; 1899 / 1910 - é nomeado governador do forte o major reformado José Joaquim da Costa Bento; 1937 - no forte residiam várias famílias do pessoal da Direcção do Serviço de Obras e Propriedades Militares; 1941 - o ciclone de Fevereiro deste ano danifica consideravelmente a antiga fortificação; 1942 - por ocasião da abertura da avenida marginal e afim de que o forte fosse restaurado no âmbito do arranjo paisagístico da orla marítima as autoridades militares entregam-no ao Ministério das Finanças, que o cede seguidamente à Junta Autónoma das Estradas; 1952 - apesar de cedido à Brigada Naval da Legião Portuguesa (para ampliação da Colónia de Férias Dr. Pedro Teotónio Pereira), o forte permanece como residência de famílias do pessoal da Direcção do Serviço de Obras e Propriedades Militares, cujo processo de despejo se arrasta; 1954 - a Legião Portuguesa desiste de tomar posse do forte, devolvendo-o ao Ministério das Finanças; 1955 - conclui-se finalmente o processo de despejo dos residentes no forte e inicia-se uma campanha de obras de restauro; 1958 - o forte é entregue, como Colónia de Férias, à Mocidade Portuguesa; 1959, 17 Janeiro - inauguração das obras de adaptação do forte a pousada; 1973 - o antigo forte (convertido em colónia de férias) é entregue ao Secretariado para a juventude; 1977 - a antiga fortificação é entregue à Associação Portuguesa de Pousadas de Juventude.
Tipologia
Arquitectura militar, setecentista. Forte costeiro.
Dados Técnicos
Paredes autoportantes
Materiais
Alvenaria mista, reboco pintado, cantaria de calcário, estuque, ferro forjado, madeira.

Autor e Data: Teresa Vale e Maria Ferreira 1999 – Monumentos.pt
Mais Ligações em: pt.wikipedia

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quarta-feira, 7 de março de 2012

Portugal: Forte ou Reduto de Olheiros ou Forte do Canudo ou Forte da Boavista – Torres Vedras - Lisboa

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Integrando o sistema defensivo erguido para organizar a defesa de Lisboa após a segunda invasão francesa da Guerra Peninsular, em 1809, o Forte de Olheiros (também conhecido por Forte do Canudo) ergue-se no topo de um dos morros que bordejam o vale de Torres Vedras. O reduto insere-se no projecto de defesa da capital traçado pelo General Wellesley, futuro duque de Wellington, com vista ao reforço das condições naturais de defesa em torno da capital, dificultando e atrasando a entrada das tropas napoleónicas na cidade, flanqueando-lhes as posições em Torres Vedras, e permitindo maior controle da via principal de ligação entre Coimbra e Lisboa. A proximidade do Oceano ainda facilitava a eventual retirada do exército inglês, em caso de derrota militar, bem como a aportagem de novos contingentes britânicos. O conjunto de fortificações então construídas deve ser entendido num contexto político bastante mais abrangente do que o português, cujo território foi utilizado pela França e pela Inglaterra, as duas superpotências de inícios de oitocentos, para disputar a hegemonia europeia. Foram na ocasião levantadas cerca de centena e meia de obras militares, incluindo grandes redutos e pequenos fortins, a par de construções civis adaptadas, trincheiras, obras de hidráulica, e uma rede de estradas. As fortificações pontuam os cumes de maior altitude a norte de Lisboa, entre o Tejo e o Atlântico, e são conhecidas pela designação geral de Linhas de Torres Vedras.
O Forte de Olheiros é fronteiro ao vasto complexo fortificado de São Vicente, considerado o mais importante forte das Linhas. Era a fortificação nº 23, e o ponto mais a norte, da primeira Linha de defesa, entre Alhandra e a Foz do Sisandro. A planta é poligonal irregular, com c. 45 metros de comprimento por c. 19 metros de largura máxima, muito semelhante (apesar da menor dimensão) à do Reduto nº 14, ou Forte Grande do Sobral. Apresenta um fosso bem marcado e profundo, com revestimento de pedra, sobre o qual existe um passadiço dando acesso ao interior do forte. A fortificação é circundada por muralha num perímetro de c.1.500 metros, com escarpa em alvenaria de pedra bem conservada, de 2 metros de altura, e barreira de protecção na entrada (original). Contabilizam-se onze canhoneiras nas cortinas, com plataformas para peças de artilharia pavimentadas por lajetas com pendente, de forma a contrabalançar a reacção do tiro; serviriam 7 canhões ou peças de artilharia, cinco de calibre nove e cinco de calibre seis. Existe ainda um paiol, coberto por laje de betão armado aplicada em data desconhecida. O forte, tal como as restantes fortificações das Linhas, foi desarmado e abandonado em 1818, três anos após a Convenção de Viena.
No recinto encontram-se também duas cisternas, construídas recentemente pela Câmara Municipal de Torres Vedras, que abastecem as imediações.

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terça-feira, 6 de março de 2012

Portugal: Forte de Santo Amaro ou Forte do Areeiro – Oeiras - Lisboa

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O Forte de Santo Amaro do Areeiro, também denominado como Forte de Santo Amaro do rio de Oeiras, Forte Velho ou Forte do Areeiro, localiza-se em posição dominante a Oeste da praia de Santo Amaro, na vila de Oeiras, freguesia de Oeiras e São Julião da Barra, Concelho de Oeiras, Distrito de Lisboa, em Portugal.

História

Este forte foi erguido no contexto da guerra da Restauração da Independência portuguesa, por determinação do Conselho de Guerra de D. João IV (1640-56), com o fim de reforçar a defesa da barra do rio Tejo, coadjuvando a defesa proporcionada pelo Forte de São Julião da Barra.
As obras foram iniciadas em 1647, sob a direcção do Governador das Armas de Cascais, D. António Luís de Meneses, 3º conde de Cantanhede, tendo sido concluídas em 1659. Na ocasião estava guarnecido e artilhado com sete peças de diversos calibres.
Ao se iniciar o século XVIII, um Decreto Régio (30 de Agosto de 1701) nomeou como governador do Forte de Santo Amaro do rio de Oeiras, D. Rodrigo da Costa. Posteriormente foi seu governador o cabo João Pedro Fernandes (1723). Encontrava-se em mau estado de conservação em 1735, sendo imperativa a substituição da porta principal. Na ocasião mantinham-se sete peças de artilharia de ferro em bateria. Mais tarde, em 1751, o estado de deterioração se acentuou, sendo-lhe apontada a ruína. O orçamento estimado para os reparos necessários importava em 900$000 réis à época, tendo posteriormente sido efectuadas obras de conservação e confiada a guarda das suas dependências a um oficial residente.
À época da guerra com a Espanha (1762-1763), no contexto da Guerra dos Sete Anos (1756-1763), o forte estava sob o governo do alferes do Regimento da Armada, Carlos José da Cunha, estando artilhado com oito peças, das quais uma fora de serviço. Posteriormente sofreu obras de conservação, vindo a ser inspeccionada pelo coronel de engenheiros, Romão José do Rego (1793). Ao final do século, contava com uma guarnição de seis artilheiros e seis peças (1798), tendo sido nomeado como seu governador o sargento-mor do Regimento de Artilharia da Corte, Manuel dos Reis (Decreto Régio de 17 de Dezembro de 1800).
Ao se iniciar o século XIX, a guarnição do forte era constituída, além do seu governador, pelo capitão-ajudante Bartolomeu Agostinho Pereira de Carvalho, um furriel, dois cabos de esquadra e vinte soldados inválidos de pé de castelo (inválidos) (1805). Em 1813, em boas condições de conservação, continuava artilhado com seis peças. Por falecimento do antecessor, foi nomeado como seu governador o major Matias José de Almeida (17 de Novembro de 1820), encontrando-se a sua artilharia reduzida a três peças em 1824. No contexto das Guerras Liberais, o forte encontrava-se artilhado com cinco peças montadas (1831), tendo sido abandonado pelo seu governador (Matias José de Almeida), que se retirou para o norte (1833). Foi nomeado como seu governador o major José Vitorino de Amarante (1836), que até então se encontrava de serviço no Forte de São Lourenço do Bugio. Era governada em 1841 por Luís da Silva Seabra, encontrando-se artilhado ainda com três peças do calibre 24 (1847). Encontravam-se no governo José de Gouveia Lobo Soares (1855) e D. José Maria de Mendonça (1855). Desartilhado (1868), foram seus governadores Joaquim José Esteves (1870) e Francisco Maria Esteves Vaz (1874). Ao se encerrar o século, o forte era habitado apenas por um soldado com a sua família (1896), sendo seu governador António Francisco (1897).
No início do século XX, foram seus governadores Francisco de Carvalho Moreira Júnior (1909) e Frederico Augusto Guerra Soares, nomeado em 21 de Novembro de 1911, cargo, então, apenas simbólico. Durante a Segunda Guerra Mundial residiam nas dependências do forte cinco famílias (1945), computando-se, pouco após o conflito, vinte e sete adultos e diversas crianças (1947). Este número elevava-se a cerca de quarenta indivíduos em 1950, iniciando-se, em seguida, o processo para o seu desalojamento. Em 1953, as instalações do forte foram cedidas à Administração do Porto de Lisboa que, entretanto, jamais as utilizou. No ano seguinte, passaram para o Secretariado-Geral da Defesa Nacional, iniciando-se então grandes obras de conservação e beneficiação. Entre 1961 e 1962 as suas dependências foram utilizadas como residência de veraneio do Ministro do Exército. Após a Revolução dos Cravos (1974), o forte foi utilizado como local de reuniões políticas. Por motivos de segurança de algumas personalidades, procedeu-se a execução de um muramento, cuja demolição se aguardava na actualidade.

Características

    Pequena fortificação marítima de traçado abaluartado, em estilo maneirista. Erguida em alvenaria, sobre o portão principal uma lápide epigráfica encimada pelas armas reais informa a conclusão das suas obras de reedificação com a data de 1659.

Bibliografia

    • CALLIXTO, Carlos Pereira. Fortificações Marítimas do Concelho de Oeiras. Oeiras: Câmara Municipal de Oeiras, 2002.

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segunda-feira, 5 de março de 2012

Portugal: Forte do Bom Sucesso - Lisboa

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O Forte do Bom Sucesso foi edificado em 1780, sob a direcção do General Vallerée, entre as praias de Bom Sucesso e Pedrouços, reforçando a linha defensiva de Belém. Na mesma época foi edificada a residência do governador da fortaleza, no perímetro do baluarte, a expensas da coroa.
Possivelmente, a obra foi concluída nos primeiros anos do século XIX, atendendo-se à inscrição colocada sobre uma das portas de entrada, onde se gravou "[...] A REAL/ CROA PARA PATRIMO/ NIO DA FORTALEZA/ DO BOM ÇOCEÇO/ ANNO DE 1802 ".
Embora esteja muito degradado, o edifício mantém a estrutura de gosto oitocentista. De planta rectangular, possui fachada principal dividida em três panos, marcados por duas pilastras adossadas, dois registos e águas furtadas.
Ao centro, no piso inferior, abre-se um grande arco, que através de um túnel permitia a passagem para a praia do Bom Sucesso, e que actualmente se encontra entaipada. Do seu lado esquerdo foram rasgadas duas janelas de peito, do direito duas portas.
No piso superior abrem-se seis janelas de sacada, duas em cada pano, com varandim de ferro. Ao nível das águas furtadas, existem seis mezzaninos. A fachada posterior é em tudo semelhante à principal.

Forte do Bom Sucesso - Monumento aos Combatentes do Ultramar
O Monumento - Objectivos
Para que se pudesse conceber o Monumento houve que definir objectivos, sendo os mais importantes, os seguintes:
1. Cumprir um acto de justiça, de homenagem àqueles que, como Combatentes, serviram Portugal no ex-Ultramar português;
2. Exercer uma acção cultural e pedagógica de exaltação do amor a Portugal;
3. Traduzir de uma forma simples, mas duradoura e pública, o reconhecimento de Portugal a todos esses combatentes
Local de Construção
Uma vez definidos os objectivos a tomar em conta no projecto do Monumento, houve que escolher o local em que este deveria ser implantado.
Assim, e com a concordância do Exmo. Senhor Ministro da Defesa Nacional, do Estado-Maior do Exército, do IPPAR e da Câmara Municipal de Lisboa, foi decidido construir o Monumento junto ao Forte do Bom Sucesso, tomando em consideração o seguinte:
1. Grande dignidade e tradições ímpares ligadas à nossa epopeia do Ultramar;
2. Fácil acesso ao público;
3. Fácil acesso a altas entidades, nacionais e estrangeiras, para a realização de actos solenes de homenagem à memória dos nossos Combatentes;
4. Espaço adequado para a colocação de forças militares a integrar nas cerimónias de prestação daquelas homenagens;
5. Possibilidade de integrar o Monumento no Forte do Bom Sucesso, constituindo este um complemento do próprio Monumento onde poderão ser instalados órgãos didácticos e de apoio que permitam evocar a acção dos nossos Combatentes ao longo da nossa história e mostrar outros aspectos tais como, toda a monumentalidade da zona em que se situa o Monumento.
Implementação e execução do Monumento
Para o efeito foi constituída uma Comissão Executiva em 1987/07/09, por mérito próprio, pelas Liga dos Combatentes, Sociedade de Geografia de Lisboa, Sociedade História da Independência de Portugal, Associação de Comandos, Associação dos Combatentes do Ultramar, Associação da Força Aérea Portuguesa, Associação dos Especialistas da Força Aérea Portuguesa, Associação dos Deficientes das Forças Armadas.
A presidência da Comissão foi atribuída à Liga dos Combatentes que promoveu todas as diligências, angariação de fundos, projecto, concurso público de adjudicação e execução. A obra foi iniciada em 1993 e inaugurada em 1994/01/15 em acto público presidido por Sua Excelência o Presidente da República.
Os objectivos a contemplar e a escolha do local, tendo em consideração os parâmetros referidos anteriormente, conduziram à solução em presença, que procura traduzir, através de um simples pórtico de grande dimensão o seguinte:
1. Grande pureza formal e simbólica;
2. Grande simplicidade e carácter unitário;
3. A união entre todos os povos envolvidos na guerra do ex-ultramar português, sem constrangimentos nem ressentimentos.
A homenagem a todos que morreram por Portugal, é feita através das lápides colocadas na própria parede do Forte em que, a par das lápides nominativas, elaboradas, segundo as listas oficiais por anos e por ordem alfabética, existem duas lápides com o escudo nacional em que, na primeira, se faz referência a todos os combatentes envolvendo mesmo aqueles que, eventualmente, não constem nominativamente das lápides já referidas e na segunda, lhes é prestada a homenagem de Portugal.
A frieza da geometria do Monumento é quebrada pela "chama da Pátria" que, ao manter-se sempre acesa, simboliza a perenidade de Portugal e a sua continuidade através dos séculos. Todo este conjunto, Monumento propriamente dito, e a sua envolvente, utilizando já as paredes do Forte, constituem um todo, que simboliza a homenagem de Portugal a todos os Combatentes que ao longo da nossa história defenderam os ideais nacionais e a continuidade de Portugal como País independente. …
(Fonte: Liga dos Combatentes)

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domingo, 4 de março de 2012

Portugal: Forte do Alto do Duque - Lisboa

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O Forte do Alto do Duque localiza-se no extremo sudoeste do Parque Florestal de Monsanto, na freguesia de Santa Maria de Belém, no concelho e distrito de Lisboa, em Portugal.

História

A sua construção deu-se entre 1875 e 1890, em terrenos que faziam parte da quinta do Duque do Cadaval.
Integrava a linha de fortificações do Campo Entrincheirado de Lisboa que defendia a barra do rio Tejo na altura de Monsanto, juntamente com o Forte do Bom Sucesso.
No século XX serviu de base a um destacamento militar com o seu nome, criado em 1932. Entrou em combate em 1936, respondendo o fogo da artilharia dos navios portugueses que se revoltaram e tentaram sair do Tejo para apoiar as forças republicanas espanholas, durante a Guerra Civil Espanhola.
A seguir à Revolução dos Cravos serviu de quartel-general ao Copcon - Comando Operacional do Continente. Na década de 1990, instalou-se aí, durante algum tempo, o quartel-general do Comando Operacional das Forças Terrestres.

Características

O forte apresenta planta no formato pentagonal irregular. Encontra-se enterrado, ao nível da cota do terreno, envolvido por um fosso. Compreende edifício da caserna independente. Em seu interior compreende ainda uma construção de planta centralizada, com cisterna de abóbada tornejante.

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sábado, 3 de março de 2012

Camara em Espanha, podera cultivo de canabias nas suas propriedades

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A autarquia da localidade espanhola de Rasquera (Tarragona, leste) está a estudar alugar terrenos públicos a uma entidade catalã para a plantação de "cannabis". 
A iniciativa foi apresentada à autarquia pela Associação Barcelona Cannábica de Autoconsumo (ABCDA), uma entidade com fins lúdicos e terapêuticos e 5000 sócios, que quer alugar terrenos nesta região agrícola.
A ABCDA compromete-se a pagar 36 mil euros pela assinatura de um convénio com a autarquia e entregar anualmente 550 mil euros pelo aluguer do terreno e para gastos legais, jurídicos e de segurança necessários para o projeto.
O assunto foi debatido hoje numa reunião na autarquia tendo o alcaide de Rasquera, Bernat Pellisa, confirmado que a proposta está a ser estudada e que representa uma
oportunidade de criação de empregos e receitas para a região.
"Estamos a estudar a proposta que não representa uma apologia do consumo nem carta branca ao mesmo", afirmou, explicando que esta é uma grande oportunidade para diminuir a dívida municipal que ascende a 1,3 milhões de euros.
A decisão poderá ser tomada num plenário municipal ainda esta semana, durante o qual serão criadas duas empresas públicas locais que seriam responsáveis pela gestão do processo.

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Portugal: Forte de São Vicente - Torres Vedras

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O Forte de S. Vicente situa-se no cimo de um dos mais altos montes que cercam o vale onde está implantada a cidade de Torres Vedras.
É formado por um interessante conjunto de fossos, trincheiras, traveses e posições de fogo, que se mantém com a disposição do tempo da terceira invasão francesa.
A sua construção iniciou-se em 1809 e fazia parte do que viriam a chamar-se " Linhas de Torres Vedras ".
O principal objectivo deste conjunto arquitectónico militar era a defesa de Lisboa. Pretendia-se criar, sob a proposta de Wellington (que previa uma nova invasão do exercito francês), um sistema de fortificações que reforçasse os obstáculos naturais e ao mesmo tempo permitisse a comunicação com o mar, salvaguardando assim uma possível retirada dos ingleses, em caso de derrota.
A construção das "Linhas de Torres" iniciou-se em Novembro de 1809 com os fortes de S. Julião da Barra, Sobral e Torres Vedras, a que se seguiram as fortificações de Mafra, Montachique, Bucelas e Vialonga.
Quando foram ocupadas, em 1810, tinham apenas 108 fortes, pois não estavam concluídas as obras, o que só veio a acontecer em 1812.

O Forte de S. Vicente era um dos pontos mais fortificados das "Linhas de Torres Vedras", continha 39 bocas de fogo e capacidade para 2.000 homens, e juntamente com o Castelo, que continha 11 bocas de fogo, constituíam os dois redutos da vila, aos quais se juntava uma bateria fechada, próxima do Varatojo.
Seguiam as linhas depois pela margem esquerda do Sizandro ate ao mar. Este rio foi tornado na altura praticamente intransponível, pois a agravar o seu curso já de si pantanoso. foram construídas comportas destinadas a reter a água.
Fonte: Câmara Municipal de Torres Vedras

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sexta-feira, 2 de março de 2012

Estou preparado para namorar?

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“Existe muita pressão para namorar. E existem também muitos garotos bonitos.” — Whitney.
“Algumas meninas são muito insistentes e é difícil dizer não. Mas se eu pedir permissão aos meus pais, já sei qual vai ser a resposta.” — Phillip.
O DESEJO de estar com alguém especial — e que acha você especial — pode ser muito forte, mesmo quando se é bem jovem. Jenifer se lembra: “Comecei a sentir pressão para namorar quando tinha 11 anos.” Brittany diz: “Na escola, você acha que não é uma pessoa normal se não estiver namorando alguém — não importa quem!”

E você? Está preparado para namorar? Para saber a resposta, primeiro precisamos considerar uma pergunta mais básica:


                                                                 O que é “namorar”?


Marque sua resposta às seguintes perguntas:
Você sai regularmente com uma pessoa do sexo oposto. Vocês estão namorando?
□ Sim
□ Não
Você e alguém do sexo oposto gostam um do outro. Trocam mensagens de texto ou falam pelo telefone muitas vezes por dia. Vocês estão namorando?
□ Sim
□ Não
Toda vez que você está com amigos, fica junto da mesma pessoa do sexo oposto. Vocês estão namorando?
□ Sim
□ Não



É provável que não tenha sido difícil responder à primeira pergunta, mas deve ter pensado um pouco antes de responder às outras. O que exatamente é namorar? Quando você participa de atividades sociais em que seu interesse romântico se concentra em uma pessoa e o dessa pessoa em você, na verdade, isso é namoro. Dessa forma, a resposta a todas as perguntas acima é sim. Pelo telefone ou pessoalmente, de modo declarado ou em segredo, se você e alguém do sexo oposto expressam interesse romântico mútuo e se comunicam regularmente, vocês estão namorando. Você está preparado para namorar? A consideração de três perguntas o ajudará a descobrir isso.


Por que você quer namorar?

Em muitas culturas, o namoro é encarado como uma forma aceitável de duas pessoas se conhecerem melhor. Mas o namoro deve ter um objetivo digno — ajudar um homem e uma mulher jovens a decidir se querem se casar.
É verdade que alguns dos seus amigos talvez não encarem o namoro como algo sério. Pode ser que apenas gostem de estar com um amigo especial do sexo oposto, sem qualquer intenção de se casar. Alguns talvez vejam esse amigo como nada mais do que um troféu ou um acessório com o qual querem ser vistos em público para aumentar sua auto-estima. Mas esses relacionamentos superficiais geralmente duram pouco. “Muitos jovens terminam o namoro em uma ou duas semanas”, diz uma jovem chamada Heather. “Eles vêem os relacionamentos como passageiros — o que de certa forma os prepara mais para o divórcio do que para o casamento.”
É claro que quando você namora uma pessoa, você mexe com os sentimentos dela. Portanto, certifique-se de que suas intenções sejam dignas. Pense: Gostaria que alguém brincasse com seus sentimentos como se fossem um brinquedo de criança que se pega por um tempo e logo depois é jogado fora? Uma jovem chamada Chelsea diz: “Às vezes eu gostaria de acreditar que namorar é só uma diversão, mas não é nada divertido quando uma pessoa está levando o relacionamento a sério e a outra não.”



Quantos anos você tem mesmo?

Na sua opinião, qual é a idade apropriada para um jovem começar a namorar? ․․․․․
Agora faça a mesma pergunta a seu pai, a sua mãe ou aos dois, e escreva a resposta aqui. ․․․․․


É provável que o primeiro número que você escreveu seja menor que o segundo. Ou talvez não. Pode ser que você esteja entre os muitos jovens que, de modo sábio, deixam para namorar mais tarde, quando tiverem idade suficiente para conhecerem melhor a si mesmos. Isso é o que Danielle, de 17 anos, decidiu fazer. Ela diz: “Dois anos atrás, o que eu teria procurado em um possível marido é muito diferente do que eu procuraria agora. Na verdade, ainda hoje não confio em mim mesma para tomar uma decisão dessas. Quando eu estiver razoavelmente segura de que a minha personalidade se definiu, então vou pensar em namorar.”
Há outro bom motivo por que é sábio esperar. A Bíblia usa a expressão “flor da juventude” para descrever o período da vida em que os desejos sexuais e os sentimentos românticos começam a ficar fortes. (1 Coríntios 7:36) Estar sempre na companhia da mesma pessoa do sexo oposto, enquanto você ainda está nessa fase, pode intensificar seus desejos e levar a uma conduta errada. É verdade que para seus colegas isso talvez não tenha importância. Muitos deles estão ansiosos para ter relações sexuais. Mas você não tem de pensar da mesma maneira. (Romanos 12:2) Afinal, a Bíblia o incentiva a ‘fugir da imoralidade sexual’. (1 Coríntios 6:18, Bíblia na Linguagem de Hoje) Por esperar até que 

esteja além da flor da juventude, você pode ‘afastar a calamidade’. — Eclesiastes 11:10.

Você está preparado para se casar?

Uma boa auto-análise vai ajudá-lo a responder à pergunta acima. Considere os seguintes tópicos:
Relacionamentos. Como você trata seus pais e seus irmãos? Geralmente perde a paciência com eles, talvez sendo rude ou sarcástico ao expressar uma opinião? O que eles diriam a seu respeito sobre esse assunto? O modo como você trata sua família indica como tratará seu marido ou sua esposa. — Leia Efésios 4:31.
Atitudes. Você é otimista ou pessimista? É flexível ou sempre insiste em que as coisas sejam feitas de determinado jeito — do seu jeito? Consegue manter a calma quando está sob pressão? É paciente? Cultivar os frutos do espírito de Deus agora o ajudará a se preparar para ser marido ou esposa no futuro. — Leia Gálatas 5:22, 23.
Finanças. Como você cuida do seu dinheiro? Está sempre com dívidas? Consegue manter um emprego? Se não, por quê? Por causa do trabalho? do chefe? Ou é por causa de algum hábito ou característica que você precisa mudar? Se não consegue administrar seu dinheiro, como conseguirá cuidar do dinheiro de uma família? — Leia 1 Timóteo 5:8.
Espiritualidade. Se você é Testemunha de Jeová, quais são suas qualidades espirituais? Toma a iniciativa de ler a Palavra de Deus e de participar no ministério e nas reuniões? A pessoa com quem você se casar merece alguém espiritualmente forte. — Leia Eclesiastes 4:9, 10.


O que você pode fazer


Ser pressionado a namorar antes de estar preparado para isso é o mesmo que ser forçado a fazer o exame final de um curso que mal começou. É claro que isso não seria justo. É preciso tempo para estudar a matéria e estar familiarizado com os tipos de perguntas que vai encontrar na prova.
O mesmo acontece no namoro. Como vimos, namorar é um assunto sério. Então, antes de estar pronto para namorar, você precisa de tempo para estudar uma “matéria” muito importante — como cultivar amizades. Mais tarde, quando encontrar a pessoa certa, estará em condições de desenvolver uma relação sólida. Afinal, um bom casamento é a união de dois bons amigos.
Esperar para namorar não vai limitar a sua liberdade. Ao contrário, lhe dará mais liberdade para ‘alegrar-se na sua mocidade’. (Eclesiastes 11:9) Você também terá tempo para desenvolver sua personalidade e, acima de tudo, sua espiritualidade. — Lamentações 3:27.
Enquanto isso, você pode ter a companhia de pessoas do sexo oposto. Qual é a melhor maneira de fazer isso? Associar-se em grupos de rapazes e moças devidamente supervisionados. Uma jovem chamada Tammy diz: “Acho que a gente se diverte mais. Quanto mais amigos, melhor.” Mônica concorda: “Sair em grupos é muito bom porque você conhece pessoas de personalidades diferentes.”
Por outro lado, se você se prender a uma pessoa muito cedo, acabará sofrendo. Sendo assim, tenha paciência. Aproveite esse período da vida para aprender a cultivar e manter amizades. Mais tarde, se decidir namorar, saberá melhor quem você é e o que precisa encontrar na pessoa com quem vai passar o resto da vida.


Texto-chave
“O argucioso considera os seus passos.” — Provérbios 14:15.
SUGESTÃO
A fim de se preparar para o namoro e o casamento, leia 2 Pedro 1:5-7 e escolha uma qualidade em que precisa melhorar. Depois de um mês, veja o quanto aprendeu sobre essa qualidade e o quanto melhorou.
VOCÊ SABIA . . . ?
Vários estudos mostram que pessoas que se casam com menos de 20 anos provavelmente estarão divorciadas em 5 anos.

Plano de ação!
A fim de me preparar para o casamento, eu preciso melhorar nas seguintes qualidades: (Anote em Papel)
Posso melhorar nessas qualidades por (Anote em Papel)
Eu gostaria de perguntar aos meus pais o seguinte sobre esse assunto: (Anote em Papel)
 

COMO RESPONDERIA?
● Em que ocasiões apropriadas você pode estar com pessoas do sexo oposto?
● Como você poderia raciocinar com seu irmão ou sua irmã que deseja namorar, mas que ainda é jovem demais para isso?
● Caso você namorasse sem a intenção de se casar, como isso poderia afetar os sentimentos da outra pessoa?

Retirado do Livro os Jovens Perguntam Vol. 2

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Portugal: Forte de São Teodósio ou Forte da Cadaveira – Estoril - Lisboa

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O Forte de São Teodósio, situado na praia de São João do Estoril, fazia parte do conjunto de fortalezas joaninas edificadas entre 1642 e 1648, cuja disposição visava formar uma linha defensiva entre São Julião da Barra e o Cabo da Roca. Segundo indica uma inscrição colocada no portal da fortaleza, a sua construção iniciou-se em Abril de 1642, concluindo-se no ano seguinte.
O seu traçado "(...) obedecia ao esquema-tipo das fortificações costeiras então construídas (...)", apresentando planimetria quadrada, dividida em dois espaços rectangulares, que correspondiam à bateria, com parapeito, e aos alojamentos, sobre o qual se dispunha o terraço. Aqueles dividiam-se em três dependências, sendo a central utilizada como pátio, a partir do qual se acedia aos quartéis e ao paiol, dispostos lateralmente.
A fortaleza era originalmente protegida por uma cortina de trincheiras, e nos finais do século XVII esta linha defensiva foi reforçada com uma cortina exterior. Já no século XVIII foram construídas três guaritas em três dos ângulos do forte .
Embora durante as centúrias seguintes a fortaleza tenha recebido obras de beneficiação, "(...) a construção joanina nunca chegou a ser posta em causa, tendo mantido, sem alterações de vulto, as características estruturais primitivas (...)".
Depois de ter sido desactivado das suas funções militares em 1843, o Forte de São Teodósio foi cedido à Santa Casa da Misericórdia de Cascais, passando posteriormente para a posse de um particular, e voltando à irmandade em 1897. Em 1942, depois da construção da Marginal, o forte seria cedido à Guarda Fiscal, estando entregue a esta instituição até à actualidade.
Texto: C. O. / IPPAR

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quinta-feira, 1 de março de 2012

Portugal: Forte de São Pedro do Estoril ou Forte da Poça - Lisboa

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Situado na praia da Poça, o Forte de São Pedro fazia parte do conjunto de fortalezas joaninas edificadas entre 1642 e 1648, cuja disposição visava formar uma linha defensiva entre São Julião da Barra e o Cabo da Roca. Segundo indica uma inscrição colocada no portal da fortaleza, a sua construção iniciou-se em Abril de 1642, concluindo-se no ano seguinte.
Actualmente, a estrutura do Forte de São Pedro encontra-se adulterada, mas através da planta executada por Mateus do Couto em 1693, pode ser reconstituída a planimetria original. Na realidade, esta fortaleza apresentava uma disposição em tudo semelhante à fortificação de São Teodósio, embora as dimensões sejam "ligeiramente superiores" .De planimetria rectangular, o corpo principal da fortaleza albergava os alojamentos, dispostos em torno de um pátio, cobertos por um terraço. No espaço contíguo dispunha-se a bateria do forte, de estrutura "rasante, alongada". O conjunto era rodeado por um parapeito exterior de formato irregular, que formava uma primeira barreira defensiva.
Depois da sua desactivação, no século XIX, o Forte de São Pedro passou por diversas tutelas, que em diferentes épocas deram distintas utilizações ao espaço. Em 1954 foi transformado em Casa de Chá, e a partir de 1957 foi arrendado a uma particular, passando a albergar um restaurante, o que levou a "múltiplas transformações e acrescentos" da estrutura. Actualmente, funciona como discoteca.

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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Portugal: Fortaleza de Buarcos ou Forte de São Pedro de Buarcos

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A estrutura primitiva da Fortaleza do porto de Buarcos já existia no reinado de D. João I, tendo sido doada pelo monarca ao seu filho D. Pedro. Foi o Infante que mandou acrescentar dois baluartes ao castelo de Buarcos, dotando-o de peças de artilharia.
No ano de 1566 a zona de Figueira e Buarcos foi atacada por corsários, verificando-se que as suas fortalezas não tinham capacidade de defesa das populações, pelo que a Coroa ordenou que se construísse um novo forte.
Esta nova estrutura defensiva foi edificada entre os anos de 1570 e 1602 (Idem, ibidem, p. 63), assinalando-se que nesta última data a povoação de Buarcos sofreu um novo ataque corsário. No ano de 1642, Fernão Gomes de Quadros recebeu ordens para edificar "duas plataformas na fortificação de Buarcos" para que lhe fossem acrescentadas peças de artilharia. A obra iria arrastar-se pela centúria seguinte, estando terminada cerca de 1751.
Na sua estrutura original, a fortaleza possuía três baluartes, dispostos ao longo do perímetro muralhado, que englobava a zona dos quartéis e paiol. Depois das Guerras Liberais, o forte ficava desactivado, e actualmente subsistem as estruturas dos baluartes e da cortina de muralhas que os liga, junto à marginal da praia de Buarcos.
Fortaleza de Buarcos . Foto DGEMN-DSID -2

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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Portugal: Forte de São Pedro da Ericeira ou Forte da Ericeira ou Forte de Milreu – Mafra - Lisboa

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O "Forte de Milreu" ergue-se de forma destacada junto à orla marítima, sobre uma pequena enseada localizada a Norte da Ericeira, acompanhando o desnível observado no terreno.
O Forte foi inaugurado em 1675, cinco anos após o início das obras e a inspecção efectuada pelo marechal de campo, Marquês de Fronteira. Passados outros cinco anos, o edifício já se encontrava devidamente apetrechado e gerido por um governador, a quem sucedeu, já em 1706, Francisco de Almeida Carvalho e José de Mendonça, este último em 1735, altura em que o edifício já possuía sete peças de artilharia. Não obstante, volvidos que estavam somente dezasseis anos sobre esta data, o Forte já se apresentava bastante arruinado, em grande parte devido às fortes intempéries que se abateram violentamente sobre a região nesse ano de 1751. Procedeu-se, então, à reconstrução de alguns elementos estruturais, cuja estabilidade foi seriamente agravada pelo terramoto de 1755, razão pela qual se decidiu desmantelá-lo no início do século XIX, até que, entre 1831 e 1832, foi reparado a fim de retomar a sua primitiva funcionalidade, designadamente por parte das tropas miguelistas, em pleno conflito liberal. Entretanto, em meados de oitocentos, o forte foi votado de novo ao abandono, o que terá, de algum modo, suscitado o requerimento endereçado em 1871 ao Ministro da Guerra, no sentido de ser permitida a utilização de algumas das suas lajes no restauro e construção dos anexos da igreja de São Pedro da Ericeira, o que foi prontamente anuído, enquanto, na década de oitenta, se retirou a artilharia remanescente.
O longo processo de abandono a que foi sujeito a partir desta altura ocasionou a sua célere degradação, até que, na década de noventa, a Guarda Fiscal se instalou no Forte e na antiga residência do governador, reutilizada até então como instituição pedagógica do sexo feminino. Não obstante, parte significativa da muralha do Forte acabou por desabar ainda em 1896, o que, de alguma maneira, estipulou o seu abandono definitivo, somente ultrapassado em 1940 com a edificação da muralha subjacente, embora numa situação em que era oficialmente destituído da sua função militar, passando a ser tutelado pelo Ministério das Finanças. E apesar dos projectos desenvolvidos em 1945 pela Junta de Turismo da Ericeira, os quais, entre outros aspectos, contemplavam a adaptação do edifício a miradouro, a instalação de uma casa de chá e o estabelecimento de uma pousada (projectada pelo Arq. António Pinto de Freitas), o Forte foi objecto de conservação apenas na década de oitenta, quando a DGEMN procedeu à reconstrução da muralha e do pavimento do terraço.
De planta rectangular, cobertura em terraço e frontispício com portal de arco plano, este exemplar da arquitectura militar maneirista apresenta-se constituído por uma bateria com canhoneiras (ou bombardeiras) e duas guaritas cilíndricas com cobertura cónica, evidenciando um corpo de configuração paralelepipédica.

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